quinta-feira, 25 de abril de 2013

PSICOTERAPIA E HISTÓRIA DE VIDA EM LUDWIG BINSWANGER E MEDARD BOSS. (Artigo publicado na Revista eletrônica da FAEF)



PELLATE, Cheiza Cristine ¹
MODESTO, Rosana ¹
SILVA, Ariane Cristina ¹
LUZ, Bruna ¹
BERVIQUE, Profa. Dra. Janete de Aguirre ²

¹ Discentes do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde de Garça – SP
²Orientadora Dra. Docente do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde de Garça - SP 


RESUMO
Este artigo tem como tema a importância do trabalho de dois teóricos da 
fenomenologia, LUDWIG BINSWANGER e MEDARD BOSS, e suas 
contribuições para a história da daseinsanalyse através da formulação de uma 
psicoterapia centrada no entendimento do existir humano.
Palavras-chave: Psicoterapia, história de vida, Ludwig Binswanger, 
Medard Boss e daseinsanalyse.
ABSTRACT
This article focuses on the importance of the work of two theorists of 
phenomenology, Ludwig Binswanger and Medard Boss, and his contributions to 
the history of Daseinsanalytic as a new formulation of a psychotherapy focused 
on understanding the human existence. 
Keywords: psychotherapy, life history, Ludwig Binswanger, Medard Boss and 
Daseinsanalytic

1. INTRODUÇÃO
A psicologia e a psicoterapia estão, sem dúvida, preocupadas com o 
homem, não primeiramente com o homem mentalmente doente, e sim com o 
homem em si mesmo inserido no contexto existencial.
Existir é uma dimensão exclusivamente humana e apenas o homem 
pode compreender a existência de outro ser. Esse encontro tão singular entre 
duas existências, se dá de uma forma especial no espaço terapêutico, no qual 
intimidades e aberturas vêm à tona, em uma dinâmica que se firma como
condição de possibilidade do estabelecimento de um vínculo de confiança e 
cumplicidade entre paciente e terapeuta. Partindo dessa cumplicidade entre 
paciente e terapeuta o aspecto abordado nesse trabalho é a psicoterapia de 
Binswanger e Boss através da Daseinsanalyse que é, portanto, um novo 
olhar sobre os motivos pelos quais alguém procura um psicólogo, uma nova 
aplicação para a psicologia clínica baseada nos conceitos filosóficos 
heideggerianos 
.O termo alemão Dasein é um composto de da (aí, aqui) e sein (ser, 
verbo), significando, literalmente, ser-aí, e sendo traduzido, muitas vezes, como 
presença ou existência. Trata-se da expressão escolhida por Heidegger para 
designar o ser humano, pois não indica nenhuma característica fundamental ou 
essência humana. INWOOD (2005). pontua que a neutralidade do termo 
Dasein não nos condiciona a perceber o ser humano como possuidor de uma 
essência racional, como uma entidade biológica ou como um ser com 
consciência de si. Cabe ressaltar, ademais, que o Dasein não está restrito a um 
local ou tempo particulares, ele transcende essas determinações. Nesse 
sentido, Dasein representa o próprio campo de possibilidades da existência: o 
que se pode ser o aí, no mundo.Este trabalho tem como objetivo, conhecer a 
história de vida dos autores, suas contribuições, e suas contribuições para a 
história da Gestalt Terapia. Fora elaborado uma pesquisa de ordem 
Bibliográfica, no acervo de livros da Faculdade de Ciências da Saúde de 
Garça.

A FENOMENOLOGIA DA HISTÓRIA DE VIDA NA PSICOTERAPIA : 
CONTRIBUIÇOES DE LUDWIG BINSWANGER E MEDARD BOSS.

Binswanger (1973 ). marcou seu nome na história da Daseinsanalyse por 
ter sido o primeiro psicoterapeuta a utilizar o aporte teórico heiddegeriano na 
compreensão das patologias psíquicas, aí residindo a importância do estudo de 
seu pensamento. Binswanger procurou compreender os fenômenos psíquicos 
tal como se apresentavam a partir da vivência de cada paciente, tendo como 
foco a investigação dos estados de consciência, entendida como intencional e 
não separada do mundo. Dessa forma, percebe-se que o pensamento de 
Binswanger representou uma ruptura muito grande em relação à Psicanálise 
freudiana e à Psiquiatria clássica.
Na psicopatologia e psicoterapia, a perspectiva fenomenológica adotada 
pelo autor não permite encaixar um conjunto de sintomas em um tipo de 
doença fixado anteriormente, mas entender o significado da experiência do 
paciente, como Binswanger explica no seguinte trecho: 

“O fenomenólogo que analisa a vivência patológica contempla esta (...) não como modo (espécie) 
conceitualmente fixado de um gênero psicopatológico (...), senão que busca adaptar-se às significações que a 
expressão lingüística do enfermo suscita nele e penetrar no próprio fenômeno anormal indicado pela linguagem”. 

CARDINALLI (2004, p.20)

O método fenomenológico praticado por Binswanger apoiava-se, 
portanto, na experiência subjetiva pessoal. Para tanto, era necessário 
aproximar-se do paciente tentando manter em suspenso os próprios 
pressupostos, buscando mais compreender e descrever os dados da 
experiência imediata do que explicar o fenômeno. Inspirado no trabalho de 
Binswanger, surge o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Medard Boss (1903-
1990), que também se voltou para o estudo da ontologia heideggeriana. Boss 
e Heidegger mantiveram uma amizade pessoal por mais de 25 anos, durante 
os quais Boss e seus alunos participaram, a partir de 1947, de uma série de 
cursos dados por Heidegger, organizados várias vezes por ano e que vieram a 
ser denominados de “Seminários de Zollikon”, abrindo outro caminho para uma 
aproximação entre prática psicoterapêutica e a ontologia de Ser de Heidegger. 
De acordo com Boss, o homem deve ser entendido conforme suas 
especificidades, e não como igual a um objeto da natureza ou a uma máquina. 
Ele critica a visão cartesiana que pressupõe a atribuição de causas a todos os 
fenômenos e questiona a adequação deste princípio da causalidade ao 

entendimento do existir humano. Segundo CARDINALLI (2004).....

(quer continuar lendo? acesse: http://www.revista.inf.br/psicologia16/pages/artigos/art_14.pdf ) 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Teorias e Técnicas Psicoterápicas Fenomenológicas Existenciais e Humanísticas - Uma definição.



          Com toda certeza esse nome já traz arrepios na espinha de muitos alunos de Psicologia, porém eu tive uma professora no meu curso de faculdade Dra ,  que me ajudou a intender com muita facilidade o conceito desse título em poucas palavras que agora vou passar ainda mais resumido para vocês!

 TEORIAS: Teoria é um termo que provém do grego "theoria"  que  significa observar ou examinar. Com a evolução a palavra  passou a designar o conjunto de ideias base de um determinado tema, que procura transmitir uma noção geral de alguns aspectos da realidade.  Popularmente, a palavra teoria é utilizada para dar origem á um conjunto de ideias abstratas para explicar algum acontecimento fatores relevantes para serem estudados. 

TÉCNICAS: A palavra técnica vem do grego "téchne" , que se traduz por “arte” ou “ciência”. O que se resume historicamente dês dos primórdios que utilizavam esse termo  em que a técnica é um procedimento que tem como objetivo a obtenção de um determinado resultado, é um conjunto de regras, normas ou protocolos que se utiliza como meio para chegar a uma certa meta já estipulada .



PSICOTERÁPICAS : A Psicoterapia tem a finalidade de tratar problemas psicológicos tais como depressão, ansiedade, dificuldades de relacionamento e problemas de saúde mental. É processo dialético efetuado entre um profissional psicólogo ou médico  e paciente. 
  Por ser da área da saúde mental, a psicoterapia é a principal linha de tratamento para qualquer assunto referente à psiquê humana . Para isso, faz uso de métodos, técnicas e intervenções psicológicas cujo objetivos centrais são a melhor qualidade de vida do individuo e o alivio da dor emocional. 

FENOMENOLÓGICAS : O  aspecto do fenômeno ,é o que todos  nós conseguimos observar , na terapia é o fenômeno que eu observo no meu paciente , porém nesse item podemos discorrer sobre Trans fenomenalidade que é tudo aquilo que vai muito além do que podemos observar. Sob este conceito então cabe-nos saber "o Fenômeno do ser"  e "o ser do fenômeno"  que nada mais é do que o que pode ser observado (fenômeno do ser)  e o que eu estou fazendo no momento (ser do fenômeno(o Ser do fenômeno é muito mais e além do que o fenômeno do ser )) . 


EXISTENCIAIS: o que é a existência se não o nascimento  até a morte? A existência é inteiramente finita , porém sobram vestígios dela quando nós morremos , coisas que fizemos em um passado que marcou a existência de outrem de alguma forma . Diante disto pode – se concluir que cada ser é individual e precisa se encontrar para a essência de sua existência.

HUMANÍSTICAS:  o Ser Humano é um ser de liberdade, de consciência, situado , incluso e inacabado. A teoria Humanística busca, assim, uma humanização da psique, considerando o homem como um processo em construção, detentor de liberdade e poder de escolha.
alguns conceitos básicos da teoria Humanística: 

a) O ser humano é mais do que a soma de suas partes tomadas individualmente;
b) o ser humano vive em relações interpessoais;
c) o ser humano é um ser consciente e pode desenvolver sua percepção;
d) o ser humano  pode decidir-se;
e) o ser humano  comporta-se de maneira intencional.



vale lembrar que este é um pequeno resumo para que vocês possam compreender a base da disciplina, em novos posts eu aprofundarei nos assuntos com mais calma e detalhamento. 



domingo, 21 de abril de 2013

Código de ética do Psicologo e Bibliografias para aula de ética.


Olá Psicólogos e estudantes de Psicologia, ter o código de ética profissional é mais que um dever é uma obrigação!
Segundo o site do Psisite do Crp SP. "Códigos de Ética expressam sempre uma concepção de homem e de sociedade que determina a direção das relações entre os indivíduos. Traduzem-se em princípios e normas que devem se pautar pelo respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Por constituir a expressão de valores universais, tais como os constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos; sócio-culturais, que refletem a realidade do país; e de valores que estruturam uma profissão, um código de ética não pode ser visto como um conjunto fixo de normas e imutável no tempo. As sociedades mudam, as profissões transformam-se e isso exige, também, uma reflexão contínua sobre o próprio código de ética que nos orienta".(CRP-SP)


Princípios Fundamentais
  1. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
  2. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
  3. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.
  4. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo científico de conhecimento e de prática. 
  5. O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões éticos da profissão.
  6. O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com dignidade, rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada.
  7. O psicólogo considerará as relações de poder nos contextos em que atua e os impactos dessas relações sobre as suas atividades profissionais, posicionando-se de forma crítica e em consonância com os demais princípios deste Código.
Das Responsabilidades do Psicólogo
Art. 1º - São deveres fundamentais dos psicólogos:
  1. Conhecer, divulgar, cumprir e fazer cumprir este Código; 
  2. Assumir responsabilidades profissionais somente por atividades para as quais esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente;
  3. Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional;
  4. Prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou de emergência, sem visar benefício pessoal;
  5. Estabelecer acordos de prestação de serviços que respeitem os direitos do usuário ou beneficiário de serviços de Psicologia; 
  6. Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicológicos, informações concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo profissional; 
  7. Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da prestação de serviços psicológicos, transmitindo somente o que for necessário para a tomada de decisões que afetem o usuário ou beneficiário;
  8. Orientar a quem de direito sobre os encaminhamentos apropriados, a partir da prestação de serviços psicológicos, e fornecer, sempre que solicitado, os documentos pertinentes ao bom termo do trabalho; 
  9. Zelar para que a comercialização, aquisição, doação, empréstimo, guarda e forma de divulgação do material privativo do psicólogo sejam feitas conforme os princípios deste Código;
  10. Ter, para com o trabalho dos psicólogos e de outros profissionais, respeito, consideração e solidariedade, e, quando solicitado, colaborar com estes, salvo impedimento por motivo relevante;
  11. Sugerir serviços de outros psicólogos, sempre que, por motivos justificáveis, não puderem ser continuados pelo profissional que os assumiu inicialmente, fornecendo ao seu substituto as informações necessárias à continuidade do trabalho;
  12. Levar ao conhecimento das instâncias competentes o exercício ilegal ou irregular da profissão, transgressões a princípios e diretrizes deste Código ou da legislação profissional.
Art. 2º - Ao psicólogo é vedado:
  1. Praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;
  2. Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;
  3. Utilizar ou favorecer o uso de conhecimento e a utilização de práticas psicológicas como instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de violência;
  4. Acumpliciar-se com pessoas ou organizações que exerçam ou favoreçam o exercício ilegal da profissão de psicólogo ou de qualquer outra atividade profissional;
  5. Ser conivente com erros, faltas éticas, violação de direitos, crimes ou contravenções penais praticados por psicólogos na prestação de serviços profissionais;
  6. Prestar serviços ou vincular o título de psicólogo a serviços de atendimento psicológico cujos procedimentos, técnicas e meios não estejam regulamentados ou reconhecidos pela profissão;
  7. Emitir documentos sem fundamentação e qualidade técnico-científica;
  8. Interferir na validade e fidedignidade de instrumentos e técnicas psicológicas, adulterar seus resultados ou fazer declarações falsas;
  9. Induzir qualquer pessoa ou organização a recorrer a seus serviços;
  10. Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado; 
  11. Ser perito, avaliador ou parecerista em situações nas quais seus vínculos pessoais ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a qualidade do trabalho a ser realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação;
  12. Desviar para serviço particular ou de outra instituição, visando benefício próprio, pessoas ou organizações atendidas por instituição com a qual mantenha qualquer tipo de vínculo profissional;
  13. Prestar serviços profissionais a organizações concorrentes de modo que possam resultar em prejuízo para as partes envolvidas, decorrentes de informações privilegiadas;
  14. Prolongar, desnecessariamente, a prestação de serviços profissionais;
  15. Pleitear ou receber comissões, empréstimos, doações ou vantagens outras de qualquer espécie, além dos honorários contratados, assim como intermediar transações financeiras; 
  16. Receber, pagar remuneração ou porcentagem por encaminhamento de serviços;
  17. Realizar diagnósticos, divulgar procedimentos ou apresentar resultados de serviços psicológicos em meios de comunicação, de forma a expor pessoas, grupos ou organizações.
Art. 3º - O psicólogo, para ingressar, associar-se ou permanecer em uma organização, considerará a missão, a filosofia, as políticas, as normas e as práticas nela vigentes e sua compatibilidade com os princípios e regras deste Código.
Parágrafo único: Existindo incompatibilidade, cabe ao psicólogo recusar-se a prestar serviços e, se pertinente, apresentar denúncia ao órgão competente.
Art. 4º - Ao fixar a remuneração pelo seu trabalho, o psicólogo:
  1. Levará em conta a justa retribuição aos serviços prestados e as condições do usuário ou beneficiário;
  2. Estipulará o valor de acordo com as características da atividade e o comunicará ao usuário ou beneficiário antes do início do trabalho a ser realizado;
  3. Assegurará a qualidade dos serviços oferecidos independentemente do valor acordado.
Art. 5º - O psicólogo, quando participar de greves ou paralisações, garantirá que:
  1. As atividades de emergência não sejam interrompidas;
  2. Haja prévia comunicação da paralisação aos usuários ou beneficiários dos serviços atingidos pela mesma.
Art. 6º - O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos:
  1. Encaminhará a profissionais ou entidades habilitados e qualificados demandas que extrapolem seu campo de atuação;
  2. Compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço prestado, resguardando o caráter confidencial das comunicações, assinalando a responsabilidade, de quem as receber, de preservar o sigilo.
Art. 7º - O psicólogo poderá intervir na prestação de serviços psicológicos que estejam sendo efetuados por outro profissional, nas seguintes situações:
  1. A pedido do profissional responsável pelo serviço;
  2. Em caso de emergência ou risco ao beneficiário ou usuário do serviço, quando dará imediata ciência ao profissional;
  3. Quando informado expressamente, por qualquer uma das partes, da interrupção voluntária e definitiva do serviço;
  4. Quando se tratar de trabalho multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia adotada.
Art. 8º - Para realizar atendimento não eventual de criança, adolescente ou interdito, o psicólogo deverá obter autorização de ao menos um de seus responsáveis, observadas as determinações da legislação vigente;
  1. §1° - No caso de não se apresentar um responsável legal, o atendimento deverá ser efetuado e comunicado às autoridades competentes;
  2. §2° - O psicólogo responsabilizar-se-á pelos encaminhamentos que se fizerem necessários para garantir a proteção integral do atendido.
Art. 9º - É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.
Art. 10 - Nas situações em que se configure conflito entre as exigências decorrentes do disposto no Art. 9º e as afirmações dos princípios fundamentais deste Código, excetuando-se os casos previstos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra de sigilo, baseando sua decisão na busca do menor prejuízo.
Parágrafo Único - Em caso de quebra do sigilo previsto no caput deste artigo, o psicólogo deverá restringir-se a prestar as informações estritamente necessárias.
Art. 11 - Quando requisitado a depor em juízo, o psicólogo poderá prestar informações, considerando o previsto neste Código.
Art. 12 - Nos documentos que embasam as atividades em equipe multiprofissional, o psicólogo registrará apenas as informações necessárias para o cumprimento dos objetivos do trabalho.
Art. 13 - No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, deve ser comunicado aos responsáveis o estritamente essencial para se promoverem medidas em seu benefício.
Art. 14 - A utilização de quaisquer meios de registro e observação da prática psicológica obedecerá às normas deste Código e a legislação profissional vigente, devendo o usuário ou beneficiário, desde o início, ser informado.
Art. 15 - Em caso de interrupção do trabalho do psicólogo, por quaisquer motivos, ele deverá zelar pelo destino dos seus arquivos confidenciais.
  1. § 1° - Em caso de demissão ou exoneração, o psicólogo deverá repassar todo o material ao psicólogo que vier a substituí-lo, ou lacrá-lo para posterior utilização pelo psicólogo substituto.
  2. § 2° - Em caso de extinção do serviço de Psicologia, o psicólogo responsável informará ao Conselho Regional de Psicologia, que providenciará a destinação dos arquivos confidenciais.
Art. 16 - O psicólogo, na realização de estudos, pesquisas e atividades voltadas para a produção de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias:
  1. Avaliará os riscos envolvidos, tanto pelos procedimentos, como pela divulgação dos resultados, com o objetivo de proteger as pessoas, grupos, organizações e comunidades envolvidas;
  2. Garantirá o caráter voluntário da participação dos envolvidos, mediante consentimento livre e esclarecido, salvo nas situações previstas em legislação específica e respeitando os princípios deste Código;
  3. Garantirá o anonimato das pessoas, grupos ou organizações, salvo interesse manifesto destes;
  4. Garantirá o acesso das pessoas, grupos ou organizações aos resultados das pesquisas ou estudos, após seu encerramento, sempre que assim o desejarem.
Art. 17 - Caberá aos psicólogos docentes ou supervisores esclarecer, informar, orientar e exigir dos estudantes a observância dos princípios e normas contidas neste Código.
Art. 18 - O psicólogo não divulgará, ensinará, cederá, emprestará ou venderá a leigos instrumentos e técnicas psicológicas que permitam ou facilitem o exercício ilegal da profissão.
Art. 19 - O psicólogo, ao participar de atividade em veículos de comunicação, zelará para que as informações prestadas disseminem o conhecimento a respeito das atribuições, da base científica e do papel social da profissão.
Art. 20 - O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer meios, individual ou coletivamente:
  1. Informará o seu nome completo, o CRP e seu número de registro;
  2. Fará referência apenas a títulos ou qualificações profissionais que possua;
  3. Divulgará somente qualificações, atividades e recursos relativos a técnicas e práticas que estejam reconhecidas ou regulamentadas pela profissão;
  4. Não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda;
  5. Não fará previsão taxativa de resultados;
  6. Não fará auto-promoção em detrimento de outros profissionais;
  7. Não proporá atividades que sejam atribuições privativas de outras categorias profissionais;
  8. Não fará divulgação sensacionalista das atividades profissionais.
Das Disposições Gerais
Art. 21 - As transgressões dos preceitos deste Código constituem infração disciplinar com a aplicação das seguintes penalidades, na forma dos dispositivos legais ou regimentais:
  1. Advertência;
  2. Multa;
  3. Censura pública;
  4. Suspensão do exercício profissional, por até 30 (trinta) dias, ad referendum do Conselho Federal de Psicologia;
  5. cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho Federal de Psicologia.
Art. 22 - As dúvidas na observância deste Código e os casos omissos serão resolvidos pelos Conselhos Regionais de Psicologia, ad referendum do Conselho Federal de Psicologia.
Art. 23 - Competirá ao Conselho Federal de Psicologia firmar jurisprudência quanto aos casos omissos e fazê-la incorporar a este Código.
Art. 24 - O presente Código poderá ser alterado pelo Conselho Federal de Psicologia, por iniciativa própria ou da categoria, ouvidos os Conselhos Regionais de Psicologia.
Art. 25 - Este Código entra em vigor em 27 de agosto de 2005.
disponível em : http://www.crpsp.org.br/portal/orientacao/codigo/fr_codigo_etica_new.aspx#1
acesso dia 21/04/13.

código de ética do Psicologo na integra disponível em:
http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo_etica.pdf

QUER SABER MAIS SOBRE ÉTICA E PSICOLOGIA? :

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional dos
Psicólogos. Brasília, 2005.
COIMBRA, Cecília. Psicologia e direitos humanos – práticas psicológicas:
compromissos e comprometimentos. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2002.
FERREIRA NETO, João Leite. A formação do psicólogo: clínica, social e mercado.
São Paulo, Escuta, 2004.
FIGUEIREDO, Luis Cláudio. Da epistemologia à ética das práticas e discursos
psicológicos. 2ª edição revista e ampliada. Petrópolis, Vozes, 1996.
FOUCAULT, M. Ética, sexualidade, política. Ditos e Escritos V. Rio de Janeiro,
Forense Universitária, 2004.
NARDI, Henrique C. e SILVA, Rosane Neves. Ética e subjetivação: as técnicas de si e
os jogos de verdade contemporâneos. IN: GUARESCHI, Neuza e HÜNNING, Simone
(orgs). Foucault e a Psicologia. Porto Alegre, Abrapso Sul, 2005.
ROMARO, Rita. Ética na psicologia. Petrópolis, Vozes, 2006.SILVA, Rosane Neves. Ética e paradigmas: desafios da psicologia social
contemporânea. IN: PLONER, K.S. et al (orgs). Ética e paradigmas na Psicologia
Social. Porto Alegre, ABRAPSO-SUL, 2003.
SOUZA, Ricardo Timm. Ética como fundamento: uma introdução à Ética
contemporânea. São Leopoldo, Nova Harmonia, 2004. 

sábado, 20 de abril de 2013

Anamnese, o que é isso?


Anamnese? Sim também na Psicologia !!
Anamnese é um termo muito antigo que teve origem  do Grego ana, trazer de novo e mnesis, memória, que  se retrata de  uma entrevista realizada pelo Psicólogo ou por qualquer outro profissional que trabalhe na saúde ao seu Paciente , que tem a intenção de ser um ponto inicial ao Psicodiagnóstico. Sabemos que de inicio essa termologia é complexa ,porém  ao decorrer dos anos acaba-se tornando habitual no vocabulário comum do Psicólogo.
Uma anamnese, como qualquer outro tipo de entrevista, possui formas ou técnicas corretas de serem aplicadas. Ao seguir as técnicas pode-se aproveitar ao máximo o tempo disponível para o atendimento, o que produz um diagnóstico seguro e um tratamento correto. 
Ao iniciar uma Anamnese o paciente pode ser colocado em uma sequencia de perguntas como por exemplo:

Identificação:
Queixa principal
História da doença atual 
História médica pregressa ou História patológica pregressa
História pessoal
 interrogatório sintomatológico

lembre-se sempre do código de ética do Psicólogo, não infrinja nenhuma das regras e Bom Trabalho! 

Como fazer um estudo de caso clinico? (ou Relato de caso Clinico)


      Podemos dizer que em meio acadêmico este é um dos maiores dilemas dos estudantes tanto de Psicologia ,  o relatório de estudo de caso de um paciente. 
      Primeiramente o aluno deve elaborar a Natureza da pequisa, como o nome já diz "Estudo de caso" o aluno elaborará um estudo de algo ou Descritivo (sem juízos pessoais) ou Exploratório (com novas informações de pesquisa).
       Vamos lembrar que o Estudo de Caso tem como objetivo que o discente possa descrever tudo o que ele souber do paciente seguindo normas morais e éticas sem revelar identidade do sujeito analisado. 
        Geralmente eu motivo para que sequenciem esse modelo de estudo, onde os passos ficam mais claros e o aluno pode desenvolver com maior plasticidade a vida e patologia que estudou. 


1) Identificação e descrição geral do paciente:

Nome:  (somente as iniciais. )
Nome da Mãe : (somente as iniciais. )
Nome do Pai. (somente as iniciais. )
Idade: 
Estado civil: 
filhos :
obs: 

2) Impressões Iniciais :

3) Laudo do Psicodiagnóstico 

4) Motivo da consulta e sintomas apresentados

5) Resumo da história pregressa e atual 

6) Hipóteses de trabalho 

7) Hipóteses Psicodinâmicas

8) Evolução do paciente durante o processo

9) Técnicas aplicadas 

10) Término do processo

11) Referências utilizadas durante o processo.

Lembrem-se do código de ética, não revelem nomes, nem exponham seus pacientes, e bom trabalho! 


quer ler mais sobre Psicodiagnóstico? acesse: