sábado, 18 de maio de 2013

Psicodiagnóstico como e o que fazer?


    
  Novamente atendendo á pedidos de alunos de Psicologia que as vezes encontram=se sem respaldo e um pouco perdidos em seus primeiros atendimentos vou falar a respeito do tão temido  Psicodiagnóstico.Li vários livros  e sites na web então vou tentar colocar de forma resumida tudo bem simples. 
o psicodiagnóstico nada mais é do que uma entrevista e uma devolutiva com o numero certo de sessões pré dirigidas. 
A entrevista psicológica é um instrumento que  fundamenta  o trabalho do psicólogo e  se diferencia das outras formas de entrevista devido a seus objetivos puramente psicológicos (investigação, diagnóstico, terapia, etc.) Podemos considerar  dois tipos fundamentais de entrevistas para realizarmos no Psicodiagnóstico sendo a entrevista  aberta e entrevista  fechada. Para entendermos irei falar rapidamente de cada uma sendo que a entrevista aberta há uma maior flexibilidade, pois o entrevistador conduz o curso das perguntas de acordo com a necessidade e o caso podendo seguir as perguntas preparadas , mas investigando com maior intensidade outras coisas que não há no questionário inicial , em contra partido  da entrevista fechada onde tanto a ordem quanto a maneira de formular as perguntas já estão previstas e não podem ser alteradas de maneira nenhuma, se segue exatamente as perguntas estabelecidas e não se pergunta mais nada.
Ai está um erro para os iniciantes da Psicologia em seu primeiro Psicodiagnóstico, pois temos que lembrar que estamos trabalhando com pessoas, e essas pessoas tem histórias , medos, e coragens diferentes, e que não se encaixa somente em uma sequencia de perguntas básicas, nós como psicólogos temos que ter as perguntas semi dirigidas para nos nortear no psicodiagnóstico e colher importantes informações , porém não nos fixarmos só nelas, temos que nos abrir e ter a escuta do que o paciente está nos trazendo, e não simplesmente preencher os papeis de clinica com as perguntinhas básicas.
Quanto aos objetivos da entrevista psicológica podemos observar variadas formas, como:
Anamnese: tem por objetivo reconstruir a história do sujeito
Orientação:levantar suas aptidões 
Arguição Oral: tem por objetivo sondar seus conhecimentos. 
Entrevista preliminar a uma psicoterapia: objetiva contribuir para o diagnóstico do paciente , para a indicação de um possível  tratamento ,ou para um encaminhamento técnico anterior a psicoterapia. 
Aconselhamento Psicológico: Ajudar o sujeito a enfrentar uma dificuldade pontual em sua  existência;
A entrevista pode ser solicitada pelo próprio paciente  (entrevista clínica, aconselhamento), pelo psicólogo (enquete, sondagem de opinião, estudo , pesquisa cientifica) ou por um terceiro (medico, empregador, professor).
     
   Para Bleger(1998) 
        "A Entrevista psicológica  consiste em uma relação humana na qual um dos integrantes
 deve procurar saber o que está acontecendo e deve atuar segundo esse conhecimento"

Em Psicologia Clínica, o diagnóstico é um passo anterior à psicoterapia, tendo como objetivo investigar os recursos e dificuldades do indivíduo e indicar a intervenção apropriada. Realizar um psicodiagnóstico constitui uma dos trabalhos fundamentais do psicólogo. Sob essa denominação,são realizadas atividades muito diferentes que podemos observar   quanto aos objetivos e modelos teóricos que o profissional utiliza .
. Em nosso país, é uma das funções exclusivas do psicólogo garantidas pela Leinº 4119 de 27/08/62, que dispõe sobre a formação em Psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo.
   Segundo Trinca (1984
 "na avaliação psicológica houve uma procura de integração entre as  diversas abordagens
 e quando olhamos  para a Psicologia Clínica,verificamos grandes variações
 de conhecimentos e atuações, que,reflete , na prática do psicodiagnóstico,
 temos também várias formas de atuação, muitas das quais não podem ser consideradas
 decorrentes de exclusivamente uma ou outra abordagem."

Objetivos 


1) Objetivo de elucidar o significado latente e as origens das perturbações;
2) Ênfase na dinâmica emocional inconsciente do 
paciente e de sua família;
3) Consideração de conjunto para o material clínico;
4) Busca de compreensão globalizada do paciente;
5) Seleção de aspectos centrais e nodais para a compreensão dos focos de angústia, das fantasias e 
mecanismos de defesa;
6) Predomínio do julgamento clínico, implicando no 
uso dos recursos mentais do psicólogo para avaliar 
a importância e o significado dos dados;
7) Subordinação do processo diagnóstico ao pensamento clínico: ao invés de existir um procedimento uniforme, a estruturação do psicodiagnóstico depende do 
tipo de pensamento clínico utilizado pelo profissional;
8) Prevalência de métodos e técnicas de exames fundamentados na associação livre, como entrevista 
clínica, observação, testes psicológicos utilizados 
como formas de entrevistas, cujos resultados são 


 cabe-me  fazer algumas considerações:
1. O psicólogo alcança uma compreensão do paciente , à medida que a
relação interpessoal se desenvolve;(aliança terapêutica) 

2. O psicodiagnóstico não se encerra no momento em que o psicólogo alcança uma
"compreensão"  da patologia do paciente . Quem deve compreender e compreender-se é o próprio paciente . Um laudo de psicodiagnóstico não tem nenhum valor como peça arquivada na pasta do paciente . Não se faz psicodiagnóstico para elaborar um laudo, mas para retorná-lo ao paciente, e faze-lo olhar para si mesmo e a hipótese da patologia. 

3. Não se faz psicodiagnóstico para encaminhar.
 O encaminhamento pode até ocorrer se necessário porém  o psicodiagnóstico não deve ser visto como uma instância que precede o atendimento e que vai definir de que tipo de atendimento o paciente está  precisando no momento . Mudanças na percepção de si e nos padrões de interação do paciente  devem ocorrer. Por isto se afirma que, embora não se confunda com uma terapia, o psicodiagnóstico tem efeito terapêutico. 

4. A função do psicólogo no psicodiagnóstico é a de criar um clima propício para que o
paciente ou parceiro terapêutico  possa entrar em contato com sua experiência, abrindo-se para uma percepção mais completa e congruente de si e, como decorrência, para novas formas de pensamento . O psicólogo cria um clima propício na medida em que, por suas atitudes  de aceitação e aliança terapêutica sejam firmadas , a partir do  respeito, de empatia, congruência e consideração  positiva pelo cliente, contribui para reduzir a contra-transferência  inerente à situação, facilitando, assim, o processo de descoberta do psicodiagnóstico do paciente.

5. A DEVOLUTIVA para o paciente : os autores que escrevem sobre psicodiagnóstico se referem a esse momento como entrevista de devolução de informação , transmissão
de resultados . Proponhamos então  chamá-lo de comunicação da compreensão , devolutiva ou então de  retorno para ao paciente
Assim, reconhece-se o paciente  como  sujeito  do processo psicodiagnóstico 
Esta devolutiva tenta  mostrar ao paciente  tanto os aspectos de  crescimento como os que dificultam seu desenvolvimento e ainda, os recursos de que  dispõe para superá-los, traçando pontos positivos e negativos em sua personalidade que podem ser trabalhadas. "O diagnóstico procura dizer em que ponto de sua existência o  indivíduo se encontra e que feixe de significados ele constrói em si e no mundo" (Augras, 1981).

6. A comunicação da compreensão/retorno para o cliente não ocorre apenas no final do
processo de psicodiagnóstico . Ela acontece também, pouco a pouco,  ao longo dos atendimentos , à medida que o psicólogo colhe dados do paciente   a compreensão que vai alcançando das vivências que este lhe traz vão sendo estudadas, compreendidas e devolvidas pouco a pouco. 
O psicodiagnóstico pode comportar a utilização de diversas técnicas de avaliação
psicológica, podendo citar testes de personalidades, atenção concentrada, entre outras que é ferramenta do psicólogo com o intuído de avaliação. 
após a conclusão do psicodiagnóstico o Psicologo estabelecerá técnicas a serem aplicadas, e a partir dessa iniciará seu atendimento psicoterápico. 
  
lembrem sempre de se basear no código de ética do Psicólogo para proteger a identidade de seus pacientes, e sua integridade, e BOM TRABALHO! 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Metodologia Cientifica - Como fazer um projeto de Pesquisa?





Eu sei que sem duvida nenhuma elaborar o primeiro projeto cientifico parece um bicho de sete cabeças para muitos alunos não só de Psicologia mas em todas as áreas.
Bunge (1980 apud Silva, 1996) delimita a fronteira entre ciência e tecnologia colocando a tecnologia como ciência eminentemente aplicada, ou seja, para um usufruto. Seja para aplicar conhecimentos em pesquisas básicas, buscar conhecimentos mais específicos.
Para a ciência aplicada , a ciência pura ou básica é um meio e não um fim . Define ainda ciência aplicada como “o conjunto das aplicações da ciência básica” (Bunge, 1980, p.28) .
A elaboração de qualquer projeto depende de fatores que influenciam muito : 

a) A capacidade de construir abstratamente uma situação futura; 

b) A capacidade de conceber um plano de ação a ser executado em um tempo determinado que vai permitir a realização.

Projeto de pesquisa

O projeto é uma das etapas componentes do processo de elaboração, execução e presentação da pesquisa .
Esta necessita ser planejada com cuidado , dedicação e orientação de m docente , caso contrário o pesquisador , em determinada altura, encontrar-se-á perdido sem saber o que fazer, sem saber que estatística correr, sem saber o que escrever e que decisão tomar com esse monte de papéis em cima da mesa. Em uma pesquisa, nada se faz por acaso. Desde a escolha do tema, determinação da metodologia que o alno irá trabalhar , coleta dos dados, análise, estatística e hipóteses para interpretação e elaboração do relatório final (TCC), tudo é previsto dês de o primeiro ano de faculdade no projeto de pesquisa em andamento.




exemplo de Projeto


ESTRUTURAÇÃO DO PROJETO:  
1- ELEMENTOS
PRÉ-TEXTUAIS
Os elementos pré-textuais são aqueles que antecedem o texto com informações que
contribuem para a identificação  do trabalho.

    CAPA
    FOLHA DE ROSTO
    FOLHA DE APROVAÇÃO
    DEDICATÓRIA
    AGRADECIMENTOS
    RESUMO
    SUMÁRIO
    LISTA DE ILUSTRAÇÕES
    LISTA DE TABELAS





 CAPA

A capa, elemento obrigatório que identifica o trabalho, deve conter as informações na ordem estabelecida pela ABNT sendo:
- Nome da Universidade: localizado na margem superior, centralizado, letras maiúsculas, fonte 16 e em negrito.
-Nome do curso: logo abaixo do nome da faculdade , em letras maiúsculas, centralizado, fonte 16 e em negrito.
-Título do trabalho: em letras maiúsculas, centralizado, fonte 16 negrito.Nome(s) do(s) autor(es): nome e sobrenome do(s) autor(es), em ordem alfabética, em letras maiúsculas, centralizado, (considerando o alinhamento horizontal), fonte 14 e em negrito.
-Local e ano: nas duas últimas linhas da folha, em letras maiúsculas,centralizado, fonte 12 e em negrito.
*Tais elementos devem ser distribuídos de maneira que  a folha fique visivelmente bonita e não tudo em m monte só.


Exemplo de capa. 

2- FOLHA DE ROSTO
  A Folha de Rosto, elemento obrigatório, é a repetição da capa com a descrição da natureza e objetivo do trabalho, portanto, contém detalhes da identificação do trabalho na mesma ordem. Natureza e objetivo do trabalho: trata-se de uma nota explicativa de referência ao texto. Deve ser impresso em espaço simples, fonte 10 e com o texto alinhado a partir da margem direita.

 FOLHA DE APROVAÇÃO (TCC) 
Esta folha deve ser impressa, a partir da metade da página. Grafado em letras maiúsculas, fonte 12, em negrito, BANCA EXAMINADORA. 


DEDICATÓRIA

Esta é a folha em que o(s) autor(es) dedica(m) o trabalho e/ou faz(em) uma citação ou ainda, presta(m) uma homenagem á alguns amigos . É um elemento opcional,  o texto  em itálico, fonte 10, na parte inferior da folha, à direita e a folha é encabeçada pela palavra "Dedicatória", centralizado, em letras maiúsculas, fonte 14, em negrito.

 AGRADECIMENTOS
  Esta folha é opcional. Esta pagina serve para agradecer á aqueles que torceram pelo se trabalho, que ajudaram de alguma forma.
Esta folha é encabeçada pelo titulo  AGRADECIMENTO, em letras maiúsculas, centralizada, fonte tamanho 14, em negrito. O texto é composto utilizando-se a fonte tamanho 12.

SUMÁRIO

O título SUMÁRIO deve estar em letras maiúsculas, fonte 14, centralizado e em negrito. Após três espaços, serão grafados os capítulos, títulos, itens e/ou subitens, conforme aparecem no corpo do texto.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES
É um elemento opcional que se destina a identificar os elementos de ordem gráficas, título: LISTA DE ILUSTRAÇÕES no centro da página, em letras maiúsculas, fonte 14, negrito.


 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE PESQUISA   

Definindo o tema e título (o quê Eu quero escrever?)
Lembre-se que para escrever m projeto você deve:
a) Afetividade em relação a um tema ou alto grau de interesse pessoal. 
b) Tempo disponível para a realização do trabalho de pesquisa. 
c) O limite das capacidades do pesquisador em relação ao tema pretendido. 
d) A significação do tema escolhido, sua novidade, sua oportunidade e seus valores acadêmicos e sociais. 
e) Material de consulta e dados necessários ao pesquisador 

Objetivos (Para quê?) 


Os objetivos devem ser sempre expressos em verbos de ação.
Geral 

Está ligado a uma visão global do tema. Relaciona-se com o conteúdo total, fenômenos e eventos. Vincula-se diretamente ao próprio significado do projeto e da proposta pelo projeto. Deve iniciar com um verbo de ação. 

Específicos

Apresentam caráter mais concreto. Têm função intermediária e instrumental, permitindo de um lado atingir o objetivo geral e de outro, aplicar este a situações particulares partes do projeto, chamando a atenção do leitor para alguns detalhes que vão ser estudados a partir da metodologia da pesquisa

Justificativa (Por Quê?) 
É o único item do projeto que apresenta respostas ao por quê? A justificativa consiste em uma forma sucinta, porém completa, das razões do abranger da   teoria e dos motivos de ordem prática que tornam importante a realização do projeto de pesquisa .  A justificativa não é revisão da bibliografia e, por isso , não apresenta citações .

Formulação do problema
O problema é a mola propulsora de todo o seu projeto  de pesquisa. Depois de definido o tema, levanta-se uma questão para que você possa responder  através de uma hipótese,que será confirmada ou negada através de todo se trabalho desenvolvido e analisado.
 O Problema é criado pelo próprio autor do projeto de pesquisa  e relacionado ao tema escolhido .
O autor, no caso o aluno da faculdade que está elaborando o projeto de pesquisa ,criará um questionamento para se tema, e para estudar e levantar hipóteses sobre ele.  Não há regras para se criar um Problema de pesquisa , mas lembre-se que ele é o carro chefe de todo se trabalho . 

 Cronograma 
        O Cronograma é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo com as atividades que você vai fazendo durante o semestre .
        Os períodos podem estar divididos em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres eles são determinados pelo autor e revistos pelo orientador. 

exemplo de Cronograma. 



Anexos

        Este item também só é incluído em caso opcional  caso haja necessidade detenha que colocar  no  Projeto algum documento que venha dar algum tipo de esclarecimento ao texto. 

 Referências
       As referências dos documentos consultados para a elaboração do Projeto é um item obrigatório. 


Exemplo de citação de referencia bibliográfica :

BUNGE, Mário. Ciência e desenvolvimento. São Paulo: Itatiaia, 1980 - p. 136 (Coleção o  homem e a ciência, v. 11).
        
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS QUE UTILIZAMOS PARA DESENVOLVER ESTE ARTIGO:
BUNGE, Mário. Ciência e desenvolvimento. São Paulo: Itatiaia, 1980 - p. 136 (Coleção o  homem e a ciência, v. 11).
MARCANTONIO, A.T., SANTOS, M. M., LEHFELD, N. A. Elaboração e divulgação  do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1993.
leia mais em:
acesso em:
http://www.ufop.br/demet/metodologia.pdf
veja o vídeo : http://www.youtube.com/watch?v=od72hXxDmoA

Estatística na Psicologia? Qual importância da estatística para o curso de psicologia?

   
 Quando e estava na gradação de Psicologia me perguntava a todo momento importância da estatística para o curso de psicologia?

      Temos primeiro que compreender como é de extrema importância da estatística na vida de um profissional de Psicologia, que muitas vezes não é explicado por alguns  professores.

      Já ouvi diversas vezes  vestibulandos dizerem :eu vou prestar psicologia por que não tem matemática...”   E logo no primeiro semestre é fuzilado com a Estatística e acaba se dando mau.

 O estudante precisa compreender que tanto a estatística , quanto a matemática é ma aliada do Psicólogo, e mesmo muitos não gostando temos que aprender para elaborar m bom trabalho. 

          "Psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais.Ciência é todo o conhecimento adquirido através do estudo ou da prática, baseado em princípios certos."

           "A Ciência é  um conjunto de conhecimentos relativo a um determinado objeto obtidos  mediante:
•Observação
•Experimentação
•Raciocínio
Estas três operações constituem o chamado Método Científico."

      Como podemos ver a Psicologia é uma ciência, que através de estudos , práticas e pesquisas conseguem elaborar ma teoria, necessariamente estarmos falando em pesquisas e  métodos inerentes. Geralmente uma pesquisa é baseada em um problema e toda a metodologia é criada e refinada para tentar responder esse problema. Algumas hipóteses são criadas e testadas  no nosso caso podemos testar em laboratório com os ratos para estudo do comportamento humano ou através de pesquisas com a população que se candidatar. , para que se tenha um resultado confiável, é necessário estabelecer relações entre as hipóteses e se elas se confirmam ou se descartam .Para testar essa  hipótese levantada na pesquisa  ou então  prever acontecimentos decorridos de um evento ( suas conseqüências, como os estudos em laboratório com os ratos ) usamos então a  estatística. Ela pode ser descritiva, inferencial isso depende do método aplicado.Veremos a baixo esses tipos explicados:

ESTATÍSTICA DESCRITIVA: Envolve a coleta, a
organização, a descrição, dos dados e o cálculo e
interpretação de coeficientes. Esta parte está associada
a cálculos de médias, variâncias, estudo de gráficos,
tabelas, etc.. É a parte mais conhecida.

 ESTATÍSTICA INDUTIVA ou INFERENCIAL: Envolve a
análise e a interpretação dos dados (associados a uma
margem de incerteza) cujos métodos que se
fundamentam na teoria da probabilidade. Nela
encontramos a Estimação de Parâmetros, Testes de
Hipóteses, Modelagens, etc.

Sei que para muitos alunos isso ainda é distante, mas vejamos em meus trabalhos ainda como acadêmica utilizei estatística em TODOS os anos como nos exemplos:

1- Em  Diagrama de Recursos Humanos em estágio de Psicologia Organizacional
AMOSTRAGEM: é o ponto de partida (na prática) para todo um Estudo Estatístico principalmente em Organizações .
 Um dos objetivos da análise e interpretação de dados é buscar um modelo para as observações. Estes modelos 

podem ser  probabilísticos ou estocásticos. 

População e Amostra   de estatística usei para fazer ma pesquisa sobre Orientação Vocacional da qual fora coletado o índice de satisfação das pessoas em suas atuais profissões e o índice de quem fora orientado antes e quem não fora.

*Amostra da população é o conjunto de dados efetivamente observados, ou extraídos. Sobre esses dados da amostra é que se desenvolvem os estudos, com o objetivo de se fazerem inferências sobre a população.


Amostragem : utilizei para levantar a amostragem de satisfação do SUAS (Sistema Único da Assistência Social) onde apliquei a Amostragem Sistemática da qual a amostragem é feita através de um sistema possível de ser aplicado
pois a população já se encontra ordenada, no meu caso entre 50 pessoas que utilizavam o SUAS  , na amostra utilizávamos 10 pessoas sortidas para aplicar as perguntas.

Análise Exploratória dos Dados, vejamos então como se faz essa análise passo a passo:
 a) coleta de dados;
 b) apreciação ou crítica dos dados;
 c) apuração dos dados;
 d) exposição dos dados.



Temos que lembrar que a pesquisa  a pesquisa pode ser  feita através de questionários, que podem  ser genéricos ou especiais. sendo em utilização padrão o elaborada pelo próprio Psicólogo e anexada á pesquisa. .

 As amostras de dados devem ser agrupadas de forma que seu manuseio, visualização e compreensão sejam simplificados de modo que qualquer pessoa sendo da área da Psicologia o leigo possa compreender os métodos e resultados finais. 

Há ainda mito mais que posso colocar aqui que utilizei durante e depois o curso de Psicologia entre eles Dados Absolutos e Dados Relativos, Porcentagens, taxas, Gráficos Estatísticos, DIAGRAMAS, Gráfico em linha ou curva; Gráfico em colunas ou em barras; Gráfico em colunas ou em barras múltiplas; Gráfico em setores, coleta de dados, Rol e  Histograma.


Portanto meus amigos psicólogos e estudantes de psicologia, estudem muito  estatística com o mesmo empenho que estudam  Psicanálise, Gestalt, Psicoterapia,e Psicopatologia pois nosso trabalho está completamente e inteiramente vinculado á Estatística . Nos comunicamos através da ciência e de pesquisas através de dados, gráficos e formulas estatísticas , e a Psicologia só consegue se destacar ainda mais em se campo com mais estudos e pesquisas, com mais pesquisadores elaborando teorias e técnicas testando em seu campo de atuação .


Então agora vou repetir novamente  a pergunta :

Você Ainda não sabe a importância da estatística para o curso de psicologia? 




quarta-feira, 1 de maio de 2013

EXPERIMENTO-PILOTO: SONHAR E RE-SONHAR: TRABALHANDO SONHOS NA GESTALT-TERAPIA. -

EXPERIMENTO-PILOTO: SONHAR E RE-SONHAR: TRABALHANDO SONHOS NA GESTALT-TERAPIA.





CHEIZA CRISTINE PELLATE (Ao centro com o Microfone) 
 LAIRE OKIMURA KADENA,(ao lado de Cheiza)
 ROSANA FORTUNATO MODESTO (lado de laire)
ARIANE CRISTINA DA SILVA, (Ao lado de Rosana)
TAMYRIS VILLELA DE MELLO(Ao lado de Ariane)
 EVERLI FERNANDA PEREIRA DE ANDRADE (de lado)
trabalho publicado no Congresso de Psicologia 



(VERSÃO PARA A INTERNET COM MODIFICAÇÕES) *


INTRODUÇÃO


PERLS (1977) considera que antes de procurarmos as coisas que porventura estejam por detrás, melhor faremos se focalizarmos nossa atenção no que está ali, dado, presente, visível. Além de que, nisto que está aí, neste óbvio, certamente também estão presentes elementos do que possa estar por detrás.      A Gestalt-terapia é uma atitude de re-descobrir aquilo que está ali, é uma atitude de lidar com o novo como novo, é uma atitude de nada afirmar nem negar.

Segundo Perls sob o contexto ele diz que   o homem sempre está em processo de desenvolvimento. Trabalhamos para promover o processo de crescimento e desenvolver o potencial humano;assim, integrando as partes conhecidas e desconhecidas, partes que aceitamos e negamos em nós mesmos, vamos nos tornando aquilo que realmente somos e, consequentemente, a vida flui de forma mais saudável. “Nós fazemos isso apoiando os interesses, desejos, e necessidades genuínas do indivíduo”, (PERLS, 1977, p.19).

 Para YONTEF, (1998) é importante que o indivíduo assuma suas responsabilidades diante de suas escolhas, diante de sua vida, conforme ele vai se conscientizando de suas escolhas, de seu modo de viver, é possível, então, realizar mudanças, pois através do contato, a mudança simplesmente ocorre.

 RIBEIRO (1985), afirma que a Gestalt é: é um apelo interno de desvendar-se, de se deixar descobrir, tocar, analisar. Este autor acrescenta:

“Heidegger dizia que encarregar-se de alguma coisa, de uma pessoa, significa ouvi-la, quere-la. É o que estamos tentando fazer: ouvir o ser querê-lo, penetrar no ser através da Gestalt que ele é descobrir-lhe a proveniência, para sentir o como do seu” deixar de ser”.
                                                   (RIBEIRO,1985. pág. 31)

"Os sonhos são considerados um caminho para a integração de aspectos da personalidade, pela integração das diversas partes que o compõem. . O trabalho com sonhos é delimeado como um experimento, no qual o cliente é levado a experenciar e explorar seu sonho, orientado pelas intervenções do psicoterapeuta" (Pereira, 2002).

"O trabalho com os sonhos não consiste simplesmente em associar palavras ou idéias, muito menos construir hipótese, mas perceber com todos os sentidos em meu corpo e em minhas emoções o impacto das imagens, eventualmente encenadas e assim permitindo-se experenciar a encarnaçao do verbo aqui e agora" ( Ginger; Ginger, 1995).

"Apesar dos sonhos parecerem absurdos eles são a expressão mais espontânea da nossa existência. Perls considerava o sonho como uma obra de arte, esta sempre cheio de movimento, luta, encontros e outros tipos de coisas e acreditava que todas as partes do sonho são fragmentadas da nossa personalidade. E o trabalho do sonho, consiste justamente em reintegrar essa parte, para voltar a inteireza ou totalidade humana, assim ressumiria as partes projetadas e todo o potencial oculto que aparece no sonho "( Agrassar; Cunha, 1992).
Segundo Agrassar e Cunha (1992), observa-se que cada parte do sonho é um aspecto que se revela a respeito da pessoa que está sonhando, portanto, é essencial que ela vivencie cada parte de seu sonho. É necessário transformar-se, identificar-se com cada coisa, com cada sensação, com cada pessoa, de forma que o cliente torne-se a coisa, a sensação, a pessoa.

2-OBJETIVO
O objetivo deste artigo é apresentar os resultados obtidos através do experimento realizado com o processo de sonhar e re-sonhar utilizado pela Gestalt-terapia, como forma do indivíduo experienciar e re-vivenciar seus sonhos.

3-METODOLOGIA                              
Este artigo foi elaborado através de  alunas do Curso de Psicologia em 2011 , utilizando-se um levantamento bibliográfico sobre o tema sonhar  sonhar-resonhar, onde por orientação da Dr. docente responsável , fora aplicado em ambiente clinico em um individuo que se predispôs para que as alunas pudessem aplicar o experimento.

4-PARTICIPANTES.
As aplicadoras do experimentos são alunas do curso de Psicologia da FAEF/ FASU, constituído por seis alunas do sexo feminino com idades medianas a 25 anos.

5-O EXPERIMENTO
Possibilitar o contato de possíveis conflitos vivenciados nos sonhos revivenciando-os no aqui-e-agora no ambiente clinico sendo integral para análise e estudo

 dos discentes 

5.1- Descrição do experimento:
Inicialmente pedimos para que o sujeito (1) contasse se sonho da forma que ele queira, onde fora colocado em suas palavras e seu modo subjetivo de contar.

Sob segunda etapa fora pedido para que o sujeito presentificasse este sonho, contando em forma clara no presente.

Logo após o sujeito contar no presente o sonho ele arrumará o palco do sonho, onde colocará de forma que ele queira alguns objetos, pessoas que estão no seu sonho.

Após o palco dos sonhos, o sujeito fará a cadeira quente e cadeira vazia, para avaliar uma mensagem existencial de seu sonho.


6- PREPARAÇÃO
Para preparação do ambiente físico, foram usada uma sala da clinica escola CEPPA, onde efetivamos o experimento, também foram usado cadeiras, almofadas, rádio e musica.

7- EXECUÇÃO
O sujeito (1) primeiramente posicionou-se na frente do grupo e contou o que acontecera na semana e o porque do sonho:
“Eu estava tão preocupado com o sonho, mais que sonho eu vou contar?
Estou preocupado com o sonho dês de sábado, para falar a verdade para vocês, chegou na terça e eu não tinha sonhado ainda, e eu falei será q vai sair esse sonho?Eu sonhei e perguntei, porque será esse sonho?”É esse o sonho que eu tenho que contar pra vocês”

7.1-O sujeito descreveu o sonho da seguinte maneira:
“Se passou na escola agrícola, em baixo de uma arvore frondosa , tinham montes de entulho e onde num determinado lugar tinha um cachorro, e haviam rapazes ali fazendo curativo nele,jogando um Spray para curar os machucados.E eu estava vendo aquilo e percebi que o cachorro era da (J*) a e ela limpava com muito zelo o cachorro, ela apertou a pata traseira do animal e saiu um berne, eu levantei pra pegar o carro e encostei perto deles para pegar o cachorro e quando eu encostei o carro eu acordei.”

7.2 Colocando o sonho no presente:
“Eu , estou agora perto de uma grande arvore, e vejo alguns entulhos, estou  agora chegando perto de um cachorro em que os meninos estão curando,com um Spray de remédios, em que posso ver as perfurações do cachorro, vejo a orelha cortada do animal, vejo perfurações por todo o corpo, agora e vejo a (J) que suponho que seja a dona do cachorro, e ela agora está  apertando um carossinho na pata traseira do cachorro  que   é um berne,ao ver isso  eu levanto para pegar o carro , e agora eu estou dirigindo o carro  e encosto  o carro para levar o cachorro, eu acordei.”

7.3- Montando o Palco dos Sonhos do sujeito:
Fora pedido que o sujeito (1) montasse o palco dos seus sonhos como quisesse e o sujeito elaborou da seguinte maneira:
Montou 3 cadeiras uma em cima da outra para a representação da arvore.
Colocou uma almofada no chão amarela, representando o cachorro.
E por fim colocou 3 almofadas do lado da arvore representando os entulhos.

7.4- Cadeira quente , cadeira vazia:
(sujeito pergunta para o cachorro)
_onde você andou,  o que  você fez pra acontecer isso com você?
(cachorro respondendo para o sujeito)
-olha , eu passei em uma quebrada, e me jogaram pedra, e eu comecei a reagir, e quando eu fiz isso os donos do pedaço começaram jogar pedra e todo mais.
NA SUA VIDA TEM ALGUÉM T JOGANDO PEDRA? ALGUÉM NA FAMÍLIA?
(intervenção d aluna)
(resposta do sujeito)
-uma das coisas q me lembra pedra, nas pedras q me atiram eu construirei minha casa!Eu acho q não tem ninguém me jogando pedra na minha família, quem esta jogando pedra sou eu mesmo.
(cachorro pergunta pro sujeito)
_ porque você está se mesmo jogando pedra?
(sujeito para o cachorro)
- o “dog” eu não posso achar não,  mas tem muita gente tirando sua esperança, aquelas pessoas não confiam naquilo q eu possa fazer, é como se estivessem  puxando meu tapetinho.
(sujeito para o cachorro)
_Mostre pra eles que você pode e você consegue!
(sujeito falando sobre uma reflexão para o cachorro)
_Eu ontem escrevi um negocio no caderno, e coloquei que “Aprender é uma arte, e ensinar é uma arte dupla”, as vezes você tem q ensinar com o q ele tem e com o que você  faz ele aprender.Cada um aprende como pode!

7.5- Reflexão
Pegue todo isso q você passou hoje, leve pra dentro de você e força, podem puxar seu tapete, mas você ainda terá seus dois  pés.!


RESULTADOS
Pudemos observar que o individuo trouxe  questões de sua vida e ele próprio concluí que este experimento mexe com o “eu” interno, o resultado do experimento aplicado em Gestalt-terapia é de tamanha importância para a compreensão da vivencia do sujeito no aqui e agora.

CONSIDERAÇÕES
Para finalizar temos de ressaltar que o experimento de sonhar e re-sonhar é extremamente complexo e exige que todos do grupo saibam de fato técnicas de gestalt-terapia, devido a esta técnica estar ligada com outras pode-se observar o nível de complexidade.
O experimento foi aplicado com sucesso, e durante o mesmo podemos observar  que o sujeito relacionava o sonho com a realidade em vários momentos, o que concretizava a mensagem existencial do experimento, relacionando a gestalt envolvida no aqui e agora.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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