quinta-feira, 25 de abril de 2013

PSICOTERAPIA E HISTÓRIA DE VIDA EM LUDWIG BINSWANGER E MEDARD BOSS. (Artigo publicado na Revista eletrônica da FAEF)



PELLATE, Cheiza Cristine ¹
MODESTO, Rosana ¹
SILVA, Ariane Cristina ¹
LUZ, Bruna ¹
BERVIQUE, Profa. Dra. Janete de Aguirre ²

¹ Discentes do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde de Garça – SP
²Orientadora Dra. Docente do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde de Garça - SP 


RESUMO
Este artigo tem como tema a importância do trabalho de dois teóricos da 
fenomenologia, LUDWIG BINSWANGER e MEDARD BOSS, e suas 
contribuições para a história da daseinsanalyse através da formulação de uma 
psicoterapia centrada no entendimento do existir humano.
Palavras-chave: Psicoterapia, história de vida, Ludwig Binswanger, 
Medard Boss e daseinsanalyse.
ABSTRACT
This article focuses on the importance of the work of two theorists of 
phenomenology, Ludwig Binswanger and Medard Boss, and his contributions to 
the history of Daseinsanalytic as a new formulation of a psychotherapy focused 
on understanding the human existence. 
Keywords: psychotherapy, life history, Ludwig Binswanger, Medard Boss and 
Daseinsanalytic

1. INTRODUÇÃO
A psicologia e a psicoterapia estão, sem dúvida, preocupadas com o 
homem, não primeiramente com o homem mentalmente doente, e sim com o 
homem em si mesmo inserido no contexto existencial.
Existir é uma dimensão exclusivamente humana e apenas o homem 
pode compreender a existência de outro ser. Esse encontro tão singular entre 
duas existências, se dá de uma forma especial no espaço terapêutico, no qual 
intimidades e aberturas vêm à tona, em uma dinâmica que se firma como
condição de possibilidade do estabelecimento de um vínculo de confiança e 
cumplicidade entre paciente e terapeuta. Partindo dessa cumplicidade entre 
paciente e terapeuta o aspecto abordado nesse trabalho é a psicoterapia de 
Binswanger e Boss através da Daseinsanalyse que é, portanto, um novo 
olhar sobre os motivos pelos quais alguém procura um psicólogo, uma nova 
aplicação para a psicologia clínica baseada nos conceitos filosóficos 
heideggerianos 
.O termo alemão Dasein é um composto de da (aí, aqui) e sein (ser, 
verbo), significando, literalmente, ser-aí, e sendo traduzido, muitas vezes, como 
presença ou existência. Trata-se da expressão escolhida por Heidegger para 
designar o ser humano, pois não indica nenhuma característica fundamental ou 
essência humana. INWOOD (2005). pontua que a neutralidade do termo 
Dasein não nos condiciona a perceber o ser humano como possuidor de uma 
essência racional, como uma entidade biológica ou como um ser com 
consciência de si. Cabe ressaltar, ademais, que o Dasein não está restrito a um 
local ou tempo particulares, ele transcende essas determinações. Nesse 
sentido, Dasein representa o próprio campo de possibilidades da existência: o 
que se pode ser o aí, no mundo.Este trabalho tem como objetivo, conhecer a 
história de vida dos autores, suas contribuições, e suas contribuições para a 
história da Gestalt Terapia. Fora elaborado uma pesquisa de ordem 
Bibliográfica, no acervo de livros da Faculdade de Ciências da Saúde de 
Garça.

A FENOMENOLOGIA DA HISTÓRIA DE VIDA NA PSICOTERAPIA : 
CONTRIBUIÇOES DE LUDWIG BINSWANGER E MEDARD BOSS.

Binswanger (1973 ). marcou seu nome na história da Daseinsanalyse por 
ter sido o primeiro psicoterapeuta a utilizar o aporte teórico heiddegeriano na 
compreensão das patologias psíquicas, aí residindo a importância do estudo de 
seu pensamento. Binswanger procurou compreender os fenômenos psíquicos 
tal como se apresentavam a partir da vivência de cada paciente, tendo como 
foco a investigação dos estados de consciência, entendida como intencional e 
não separada do mundo. Dessa forma, percebe-se que o pensamento de 
Binswanger representou uma ruptura muito grande em relação à Psicanálise 
freudiana e à Psiquiatria clássica.
Na psicopatologia e psicoterapia, a perspectiva fenomenológica adotada 
pelo autor não permite encaixar um conjunto de sintomas em um tipo de 
doença fixado anteriormente, mas entender o significado da experiência do 
paciente, como Binswanger explica no seguinte trecho: 

“O fenomenólogo que analisa a vivência patológica contempla esta (...) não como modo (espécie) 
conceitualmente fixado de um gênero psicopatológico (...), senão que busca adaptar-se às significações que a 
expressão lingüística do enfermo suscita nele e penetrar no próprio fenômeno anormal indicado pela linguagem”. 

CARDINALLI (2004, p.20)

O método fenomenológico praticado por Binswanger apoiava-se, 
portanto, na experiência subjetiva pessoal. Para tanto, era necessário 
aproximar-se do paciente tentando manter em suspenso os próprios 
pressupostos, buscando mais compreender e descrever os dados da 
experiência imediata do que explicar o fenômeno. Inspirado no trabalho de 
Binswanger, surge o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Medard Boss (1903-
1990), que também se voltou para o estudo da ontologia heideggeriana. Boss 
e Heidegger mantiveram uma amizade pessoal por mais de 25 anos, durante 
os quais Boss e seus alunos participaram, a partir de 1947, de uma série de 
cursos dados por Heidegger, organizados várias vezes por ano e que vieram a 
ser denominados de “Seminários de Zollikon”, abrindo outro caminho para uma 
aproximação entre prática psicoterapêutica e a ontologia de Ser de Heidegger. 
De acordo com Boss, o homem deve ser entendido conforme suas 
especificidades, e não como igual a um objeto da natureza ou a uma máquina. 
Ele critica a visão cartesiana que pressupõe a atribuição de causas a todos os 
fenômenos e questiona a adequação deste princípio da causalidade ao 

entendimento do existir humano. Segundo CARDINALLI (2004).....

(quer continuar lendo? acesse: http://www.revista.inf.br/psicologia16/pages/artigos/art_14.pdf ) 

Um comentário:

  1. to no 4° ano de psicologia e nunca tive contato com esse tipo de material! tah show! mto bom seu blog jah to seguindo !!!parabéns! Bjs Ju

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